Por mares nunca dantes navegados
Bom... Se no patropi nem ao menos
existe um ministério do turismo - a indústria
que mais fatura no planeta depois do petróleo
- o que se dirá de um de seus principais segmentos,
o turismo náutico.
Mantendo o Brasil permanentemente em crise há
vários anos a turma governamental procura impor
sempre mais um pacote econômico. O que é
pior, não resolve.
O incentivo às atividades produtivas, em particular
o turismo náutico é uma das formas mais
elegantes e educativas de propiciar aos nacionais uma
vida mais digna. Aos empresários do setor a possibilidade
de lucros e aos trabalhadores melhores salários.
Um olhar mais atento e responsável à construção
naval, iates clubes e marinas irá mostrar o quanto
o país deixa de faturar inexistindo uma náutica
ativa. Um marinheiro de embarcação média
recebe mensalmente entre 8 e 12 salários mínimos.
Um mecânico mais.
Todo o pessoal de manutenção
naval é muito bem remunerado e, por conseqüência,
tem acesso a melhores condições de vida.
Essa de fornecer ao trabalhador cesta básica,
vale transporte e leitinho grátis é coisa
de páis sub desenvolvido e de político
safado que além de demonstrar uma pobreza cultural
gritante, ainda humilha o assalariado.
É preciso esclarecer que a náutica não
é privilégio dos mais abastados. É
só verificar na Europa e Estados Unidos, em Miami
principalmente, para se constatar o quanto esse setor
colabora na economia.
Afinal de contas, se copiamos tanta porcaria estrangeira,
porque não tentar imitar o contexto marítimo.
Aí sim estaremos fazendo algo inteligente e lucrativo.
Será que os nossos cabeças de bagre, políticos,
a começar dos vereadores e prefeitos até
os da corte de Brasília conseguem entender o
que escrevemos? Ou somente se preocupam em se reeleger,
tentando novamente nos enganar. Anos não são,
comprova-se pela meteção de mão
no erário.
Pela primeira vez, temos um Presidente da República
razoavelmente esclarecido. Quem sabe tenha ele um estalo
e perceba o quanto carecemos de um apoio sério
ao turismo náutico, fabricantes e prestadores
de serviços.
Qualquer economista pode calcular
a geração de recursos, bons salários
e melhoria de vida para a população através
da implantação de projetos náuticos.
Se no próprio governo não existem boas
soluções é muito fácil.
Independe que qualquer ajuda internacional, uma Andrade
Gutierrez sabe e tem em mãos dados concretos
para solucionar em boa parte a situação
financeira econômica do brasileiro, a construção
de marinas no litoral. Mormente, se considerarmos os
oito mil quilômetros da maravilhosa costa que
possuímos.
Será que os nossos barnabés
municipais, estatuais e federais conseguem entender
isso? Compreenda o leitor os termos mais fortes dessa
matéria. Certamente também se revolta
com a péssima maneira pela qual esse país-maravilha
é gerido, em particular a atividade náutica.
Ricardo Faria -
Editor do Jornal Hollyday Tour
articulista@ubaweb.com
Fonte: http://www.ubaweb.com/ubaweb/n2/2_p4.html
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