JET
SKY: UMA MOTO DENTRO D'ÁGUA COM ATÉ 170
CAVALOS.
Uma curiosidade é que ele
não tem freio. O próprio atrito com
a água faz diminuir a velocidade. O mais leve
pesa 216 quilos, mas leva só uma pessoa
Uma moto dentro d'água. E com potência
para ninguém reclamar. São 110 cavalos
no Sea Doo 3D dois tempos. Quer mais? Que tal 160
cavalos no Honda Aquatrax quatro tempos? E não
é só. O Yamaha GP 1300 , dois tempos,
tem nada menos que 170 cavalos de força. O
motor de um jet sky pode ser de dois ou quatro tempos,
e tem um funcionamento todo particular.
"Ele tem uma turbina e faz a captação
da água. Quando ela acontece, a embarcação
se desloca. Capta e expulsa a água", explica
o tecnólogo em mecânica Alberto Freitas.
Uma curiosidade é que o jet não tem
freio. O próprio atrito com a água faz
diminuir a velocidade. O guidão movimenta a
saída do jato d'água. "O guidão
só vira se tocar o acelerador, funciona a propulsão",
frisa o campeão mundial de Freestyle amador,
João Kairalla Neto.
Os jets são veículos versáteis.
Podem ser usados para resgate de banhistas e surfistas
ou simplesmente para lazer. Cabem duas pessoas no
modelo Yamaha, três no da Honda e uma no Sea
Doo. O mais leve pesa 216 quilos, mas só leva
um. Em compensação, é o mais
ágil dos três. A maneira mais cômoda
de pilotar um veículo desses é sentado.
Mas dependendo do modelo e da sua habilidade, você
pode experimentar maneiras um pouco mais ousadas de
condução.
No Brasil há dois campeonatos
e sete categorias. Pra entrar nessa briga, os motores
são preparados e podem chegar a 330 cavalos
de potência. Nas provas de velocidade, a largada
é simultânea e começa quando é
disparado o "elastarter" uma espécie
de elástico, mesmo. De cima dá pra ver
a raia, similar à uma pista de corrida, demarcada
por bóias coloridas. Quando o piloto encontra
a vermelha faz curva para a esquerda. Se for amarela,
vira para a direita. Naturalmente, vence quem fizer
todas as voltas em primeiro. Já na categoria
freestyle, o piloto tem dois minutos para fazer manobras.
Já a segurança começa
antes de entrar na água. É preciso carteira
de habilitação e jet sky registrado
na Marinha. E eles não podem ser utilizados
a menos de 200 metros da praia, com respeito aos limites
de velocidade. Há um cordão que é
um equipamento de segurança. Simples e eficiente,
vai preso ao piloto. Em caso de queda, despluga e
corta o motor. Isso pra evitar que ele saia por aí,
desgovernado.
A água doce é mais pesada,
o mar anda mais solto, ondas muda bastante a atenção.
Mar calmo é fácil, mar mexido tem que
ter atenção, é como se tivesse
andando na chuva de carro.
Eles são veículos grandes. Têm
porta-luvas, retrovisor, tanque que leva em média
60 litros de gasolina e até marcha a ré.
Uma máquina para arrebentar as ondas ou só
passear. É tão gostoso quanto andar
de moto.
Fonte: tvautoesporte.globo.com
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